segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

I got my visa

Eu já detalhei aqui a viagem para o RJ que fiz junto com a Si, para a entrevista do Visto. Agora vou detalhar a entrevista e dar algumas dicas!

Chegamos no consulado e deixamos nossas coisas com uma moça que cuida do guarda-volumes, o valor cobrado é de R$ 5 por cada aparelho eletrônico! Mas, como não podíamos sair pelo Rio sem nossos celulares e nossa entrevista estava marcada para o mesmo horário, não teve jeito. Você chega e entra na primeira fila, ainda fora do Consulado. Lá alguém confere seu nome, horário de entrevista e se seus docs estão Ok. A dica é já deixar tudo organizado para não ficar revirando pastas e procurando documentos na hora. Depois você entra no Consulado e passa pelo detector de metais, e é encaminhado para outra fila, onde pegam o seu passaporte. Você senta e espera. Em apenas alguns minutos uma moça chamou meu nome e me devolveu o passaporte, então eles chamam para uma última fila, onde as pessoas aguardam a entrevista. A fila mais tensa na minha opinião. Em pouco tempo fui chamada para a minha entrevista. 

Entrevista:

S – Bom dia! Entreguei os docs.
C – Bom dia. (Começou a conferir os documentos). Apenas um momento. Sabrine certo?
S – Sim
A partir daí ele começou a falar inglês, assim mesmo, sem avisar. O que foi ótimo porque o português dele era super carregado, não estava conseguindo entender muita coisa hahahahaa
C - You are going to Connecticut
S - No, I'm going to Maryland
C – Ok, have you had contact with the Family?
C – Yes
S – Yes, we talk by e-mail and by Skype.
C - What did the parents do?
S – She is a doctor and work in a Hospital near the house, and he has an office at house, work with computers and softwares.
C – Ok, how many kids are there?
S – 3 kids.
C – How old are they?
S – The boys are 5 yo and 2 yo and there is a baby who was born in October and will be 3 months when I’ll arrive.
C – Ok. You are a Psychology student.
S – Yes.
C – About 22 years old.
S – Yes.
C – Ok, where did you learn English?
S – I learned in school and by myself watching movies and listening music.
C – Ok, just wait a second.
(nesse momento gelei, ele saiu e eu achei que ele ia buscar minha carta de visto negado haha)
C – Voltou e começou a carimbar meus papéis. Ok Sabrine, your visa was approved, enjoy your time in US. Take this paper with you because you will need it when you’re there. Have a nice day.
S – Thank you, have a nice day too!

Sim, escrevi o Ok como ele falava, o tempo TODO. Senti um certo vício de linguagem! A entrevista foi tranquila. Ele não sorriu, não fez piadinhas. Foi sério e manteve a postura o tempo todo, então fiz o mesmo. Fui confiante, tentei não hesitar nas respostas e nem surtar quando ele começou a falar inglês, sabia que as chances de isso acontecer eram altas, considerando que ter inglês intermediário é um pré-requisito do programa e eles sabem disso. Então minha dica é: não vá para entrevista rezando, torcendo, implorando para todos os santos que eles não falem inglês com você! Sim, tem meninas cuja a entrevista é TODA em português, mas acredito que são poucas. Então é melhor se preparar do que ficar contando com a sorte, certo? Eu levei vários documentos comigo: contrato da empresa que tenho no nome, declaração de IR, extrato bancário, etc. Ele não pediu absolutamente NADA. Apenas conferiu a Sevis, o Formulário DS-2019 e o DS-160. Só! Mas melhor prevenir do que remediar, se ele pedisse alguma coisa, eu teria comigo! 

Outra coisa importante, eu acreditava que precisava pagar a taxa de entrega do passaporte. Eles não cobram mais essa taxa! Não façam como eu e saiam perguntando onde eu teria que ir para pagar!! A mais perdida rsrs

E então foi só correr para o abraço com a Si. Ela fez a entrevista com uma cônsul na cabine do lado, e já tinha saído quando eu terminei, estava me esperando no lado de fora, e teve o visto aprovado também! Foi super rápido, entramos no Consulado as 7:55 e saímos de lá as 8:30! E missão cumprida: WE GOT OUR VISA! 


Foto batida assim que saímos do Consulado!



Rio de Janeiro

A grande maioria das meninas que decidem fazer o programa Au Pair ama viajar. Eu sou uma dessas também, amo viajar desde pequena. Sendo que não existe nenhum Consulado em SC, eu teria que viajar para SP ou RJ para a entrevista do Visto. Como SP é mais próximo, estava decidido que eu iria para lá, até que o destino aconteceu e mudou meus planos. Não vou entrar em detalhes, só posso dizer que surgiu hospedagem gratuita, e no fim acabei indo para o Rio... aaaaah o Rio. Meninas que nunca foram e precisam tirar o visto em outro estado, eu recomendo muito ir para o Rio, unir o útil ao agradável. Sou suspeita a falar, porque sou apaixonada por essa cidade. Eu me apaixonei na primeira vez que fui e jurei que voltaria. Pois bem, eu voltei! E agora vou contar os detalhes dessa viagem incrível para vocês.

Eu e a Sirlei, companheira de viagem!

Embarquei em Navegantes na quinta à tarde. Meu voo atrasou devido às tempestades. O voo tinha escala em SP e lá também atrasou. A previsão de chegada era às 19 horas, cheguei no RJ as 21 horas, nada muito drástico. A Sirlei, que saiu de Joinville, só conseguiu chegar à 1 hora, quando tudo já estava meio alagado. Mas no fim deu tudo certo! 

A primeira de muitas viagens! Adorei te conhecer amiga (:
A Si começou todo o processo de Au Pair ao mesmo tempo que eu, nos encontramos em um grupo de Au Pair no face, moramos em cidades próximas aqui em SC, estamos indo pela mesma agência (Experimento de Curitiba), e, depois de eu muito torcer, ela fechou com uma família de Maryland, vamos morar próximas lá também. Não tínhamos tido a oportunidade de nos encontrar ainda, então foi a primeira vez que nos vimos pessoalmente. Desde julho conversamos direto, pelo facebook e pelo Skype, a Si acompanhou e me aconselhou em todo o meu processo de Match, e eu ajudei ela. Dividimos nossas angústias e nossas alegrias, é muito bom ter alguém para me acompanhar nessa jornada, desde o início do processo, e, se tudo der certo, até o fim!

Sexta-feira de manhã tínhamos marcado no CASV, pegamos um táxi, e chegamos em cima da hora!  A Si tinha horário agendado a 8:40 hrs, e chegamos lá 8:50 hrs por ai. Mas não teve problema nenhum, ela chegou, mostrou a folha de agendamento e já entrou. Logo em seguida eu entrei também, meu horário era as 10 hrs, mas como não tinha ninguém na fila, pedi para a moça se podia entrar e ela liberou. As 9:30 hrs já estávamos com isso Ok!

Eu e a Si super felizes andando de Metrô
Ônibus: economia garantida!
Na primeira vez que fui para o RJ foi em uma excursão da escola, viagem de formatura do terceirão. Então foi bem turístico mesmo, entravamos no ônibus da excursão, íamos para o ponto turístico, batíamos fotos e assim por diante. Dessa vez foi bem diferente, depois do Casv voltamos para o apartamento onde estávamos hospedadas, nos trocamos e fomos “turistar”. Decidimos aprender a usar o transporte público, porque o valor do táxi iria nos falir! Dica de ouro: Metrô e ônibus são ótimos para quem precisa economizar! Enquanto no táxi estávamos pagando em torno de R$ 35, o metrô custava R$ 3,75 e o ônibus R$ 2,75!  Compramos o passe metrô + ônibus e fomos de Metrô até a estação do Largo Machado, e depois pegamos o ônibus até Laranjeiras, onde fica o Cristo. Eu já conhecia, mas a Si não. Infelizmente o Cristo estava coberto, e ai nem adianta subir, porque você fica sem visão nenhuma. Decidimos então pegar um ônibus e passar o resto do dia em Copacabana. Fomos no Forte Copacabana e na Confeitaria Colombo, super famosa. Além disso, aproveitamos para comprar alguns presentes para nossas Hosts Families, além de algumas coisinhas para nós também, claro! 

Forte Copacabana

Caipirinha de morango delícia em Copacabana

Confeitaria Colombo: reparem no cenário
No sábado fomos para a favela Santa Marta. É uma favela pacificada com uma das vistas mais lindas do RJ! Até um pedaço subimos com um bondinho feito para os moradores, subida gratuita. Mas como a última estação estava quebrada, subimos o resto a pé. Cansou bastante, mas a vista compensa o esforço! Subir uma favela é uma experiência que todas as pessoas deveriam ter, é um baque na realidade de quem tá acostumado com uma vida completamente diferente. Acho essa uma das melhores coisas em viajar, conhecer novas realidades, sair daquele seu mundinho. 

Favela Santa Marta: vista privilegiada do Pão de Açúcar

Sorvete Itália: muito boooom!

Depois disso fomos caminhar no Leblon, jantamos em um Shopping por lá e fomos caminhando do Leblon, passando por Ipanema, (onde paramos para a sobremesa: sorvete!!!) até chegar em Copacabana novamente (notaram que amamos lá né? Haha). Ficamos em um desses barzinhos a beira mar, aproveitando a noite.



  

Domingo acordamos super cedo e fomos fazer mais uma tentativa no Cristo, que mais uma vez foi frustrada. Decidimos ir então para o Pão de Açúcar, e ficamos por lá de manhã até de tarde. O lugar é lindo demais (eu particularmente acho a vista do Pão de Açúcar mais bonita do que a do Cristo). Ficamos sentadas nos bancos apenas conversando, planejando nossas viagens pelos EUA, observando a paisagem e os turistas circulando pelo lugar. Chegamos no apartamento podres de cansadas, claro. Dormimos e depois fomos jantar em um shopping próximo.
Cidade maravilhosa

Sorvete não podia faltar nem no Pão de Açúcar


Sagui que apareceu na nossa frente, fofura.
Na segunda de manhã chegou o dia da temida entrevista! Acordamos cedo e pegamos o metrô. Descendo na estação Cinelândia você desce praticamente na frente do Consulado. Eu vou detalhar a entrevista no próximo post. Depois da entrevista paramos em um mercado para comprar comidinhas para o voo, voltamos para o apartamento, arrumamos as malas, fomos almoçar no shopping, pegamos as malas e direto para o aeroporto! A parte mais triste com certeza, dizer tchau. E mais uma vez, como há 5 anos atrás, eu disse: Até logo RJ, espero te ver em breve!

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

I HAVE A MATCH

Desde que decidi ser Au Pair, sempre me perguntei quando iria falar isso. Como estaria me sentindo, como seria. Pois bem, esse dia chegou! E como eu me sinto? Ah é um mix de emoções. Primeiro to muito feliz, porque fechei com uma família que adorei! Depois vem aquele frio na barriga, de: isso tá acontecendo mesmo? Então vem aquela pontadinha de tristeza pelos que vão ficar e você sabe que vai sentir falta. Ai vem o desespero em pensar em tudo que precisa ser feito. E vem a alegria de novo, imaginando como vai ser sua chegada, seu dia a dia com a família, as pessoas que você vai conhecer e as viagens que você vai fazer. Enfim, é uma montanha russa de sentimentos mesmo. Mas então, enrolei e agora vou falar: I HAVE A MAAAAATCH! 
                                                
                                                    

Depois de pensar muito, segui o que dizia o meu feeling: fechei com a família de Maryland. Foram eles que me mandaram e-mail pedindo o Match na sexta de manhã. Eu respondi aceitando e pedindo um Skype para tirar algumas dúvidas que ainda restavam. Fizemos o Skype no domingo, com a família toda dessa vez. Hosts e os dois meninos.  Já conheci a casa e adorei! Estou muito feliz com a família. Não vou dar muitos detalhes, porque não sei se eles iriam gostar. Mas vou morar em Arnold, MD. Embarco dia 08/01/2014. Exatamente a data que eu queria! Mandei e-mail dispensando as famílias com quem eu ainda estava falando e o meu Application já está lá com a opção Your Placement. Muitas informações novas! Incluindo o endereço da família (adivinha quem já procurou no Google Maps? Hahaha). Então, fechei o match depois de quase um mês online, 25 dias depois para ser exata. Foi muito mais rápido do que pensei, mas sei que tirei todas as dúvidas, segui todas as dicas possíveis! Já conversei com a Au Pair atual e ela confirmou que a família é mesmo ótima, estou muito empolgada para chegar lá! Esse foi um mês agitado, com e-mails, telefonemas e Skypes. Agora vou esquecer um pouco o programa e focar no TCC! Embora os documentos do Visto já tenham chegado aqui na minha casa, só vou marcar mesmo para final de novembro/início de dezembro. Até porque o visto é válido por um ano depois do dia da entrevista, então não tem porque ter pressa. Outubro está sendo o mês do TCC, me desejem SORTE, estou precisando!

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Minha situação atual! :P
                                               

Beijinhos, Sá.

CONTINUANDO A SAGA... Primeiro SKYPE!

Vou abrir parênteses na minha saga pra falar pra vocês como foi meu primeiro Skype. Como já disse aqui, eu fui muito bem no Itep! Mas a insegurança com meu inglês continuou mesmo assim. Nunca tinha conversado em inglês com alguém que tivesse inglês como língua materna. Apenas praticava com pessoas que aprenderam inglês. Vocês podem imaginar tudo que estava passando na minha cabeça no dia do primeiro Skype: “e se eu não entender nada do que eles falarem?” “E se eles não entenderem nada do que eu to falando e ficarem só olhando confusos?”. ” Ai eles vão falar pra Apia que eu não sei inglês coisa nenhuma e vou ser expulsa do programa!”. Sim, como a maioria dos seres humanos, eu tenho tendências de imaginar tudo virando uma catástrofe. 

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Como eu achei que iria falar!
                                  
E a situação só piorou quando vinte minutos depois do horário combinado a família ainda não tinha me adicionado. Nervosa será? Imagina! Uma característica que tenho é que eu quase surto antes da coisa acontecer, mas quando começa eu consigo ficar surpreendentemente calma. Isso é assim pra tudo, apresentações, provas, e funcionou também com o primeiro Skype! A host me mandou e-mail pedindo desculpas pelo atraso e disse que já estava me adicionando. Ok! Ai vem aquele barulhinho avisando que estão te ligando. Atendi! Hi!!!! Depois de dois minutos estava super calma, e o inglês fluiu. Não sei explicar de outra forma. Apenas fluiu, consegui conversar tranquilamente. Primeiro conversei só com a host, mas sabia que tinha alguém com ela. Depois ela mostrou que o host estava ali também. Eles fizeram várias perguntas, depois eu fiz perguntas. Conversamos por 30 minutos. E eu AMEI eles. Feeling existe. Até então eu era cética em relação a isso, mas tive que morder a língua. Desliguei o Skype com uma sensação muito boa. Eles disseram que entrariam em contato! Um dia depois eu mesma mandei um e-mail agradecendo o Skype e fazendo várias perguntas sobre as kids, que na minha opinião é uma das coisas mais importantes, já que é com eles que você vai estar na maior parte da sua estadia. Ela respondeu e marcou um Skype para responder as perguntas! Nesse Skype estava só ela, que respondeu tudo e depois me apresentou o menino mais velho (5 anos). Um FOFO! Fechei o Skype adorando eles ainda mais.

Fofos! Eu quero *-*
                                                   
 Dicas: como eu já estava me preparando para o programa fazia tempo, já tinha lido muitas dicas e já tinha vários documentos com perguntas para a host family. Coisas importantes mesmo. Essa família já falava muito no Essay, então tinha muita coisa que eu já sabia antes do Skype. Mas PERGUNTEM. Não tenham medo de perguntar, melhor saber tudo antes do que ter surpresas quando chegar. Abaixo vou colocar uma lista com todas as perguntas que as famílias fizeram pra mim, seja por e-mail, Skype ou telefone:

Porque você quer ser uma Au Pair? (essa é de praxe).
Como você soube do programa?
Você já morou longe de casa alguma vez?
Me fale mais da sua experiência com crianças (praxe)
Quais são suas maiores qualidades?
Quais os seus defeitos? O que as pessoas que convivem com você dizem sobre você? Qualidades e defeitos?
Fale sobre a sua personalidade.
Há quanto tempo você dirige? Fale mais sobre sua experiência com direção.
O que seus pais acham sobre sua decisão de ser Au Pair?
Descreva sua família. Quem mora com você?
Você sabe cozinhar? O que?
Como funciona a limpeza na sua casa? Você ajuda na limpeza?
O que você faz/gosta de fazer nos finais de semana?

E eles costumam perguntar sobre coisas que você escreve na carta ou no application em geral! 


As perguntas para a host family a Marina fez um post ótimo sobre isso! Ela fez um resumo de todas as perguntas que tem nos blogs por aí J

Online + Famílias no Perfil

Oiiiiii! Post super atrasado, eu sei. Nisso que dá resolver problemas do intercâmbio e fazer o TCC ao mesmo tempo. Tô pirando! Mas vamos ao que interessa. Depois de entregar toda a documentação dia 03/08, muitos emails trocados com a agente e com a Apia, exatos 24 dias depois eu recebi aquele email lindo avisando que meu app já estava circulando entre as famílias. Fiquei online dia 27/08 (dia do psicólogo aliás, considerei esse meu presente). Depois disso nem preciso dizer, a tecla F5 ficou bastante gasta. Nos grupos da vida várias meninas estavam reclamando da falta de famílias, então eu já estava me preparando mentalmente para esperar. Mas eis que dois dias e muitos F5 depois eu recebo um e-mail da Apia “A host Family is Interested in you application”. SURTEI. Corri pra abrir o site, e como sempre, demorou séculos pra carregar. Tenso! Era uma família muito legal, de Seattle, mas que queria para maio de 2014, triste né? Eu queria ir em janeiro poxa. Mas vamos lá, conversar não custa, trocamos 6 emails mas vi que não ia rolar mesmo. Dois dias depois apareceu a segunda família, da Califórnia dessa vez. Sonho de consumo, acho que 5 em cada 10 meninas querem Califórnia. Mandei email agradecendo o interesse e me disponibilizando para Skype, mas nada de resposta. Uma semana depois, eu já bastante desolada (exagerada, eu sei), passei o final de semana super triste sem novidades. Então na segunda-feira ao meio dia dois e-mails! Mais duas famílias no meu app. Uma família de Maryland e uma de Connecticut. A de CT não tinha nada no perfil. Amei o perfil da família de MD. Pausa para explicação: na Apia, aparece a família que está no perfil, com uma foto e as informações principais: nome da família, quantas kids e idades, local onde moram e se tem pets. Abaixo disso geralmente tem dois links: photos e essay. Em photos aparecem fotos da família (dã), e em Essay uma carta com informações. Algumas famílias escrevem muitos detalhes, outras não escrevem quase nada. Na hora me assustei, 2 meninos, um de 5 anos e um de 2 anos, e a mãe grávida. No primeiro momento veio em mente um: não, muitas crianças pequenas. Mas a host mandou um e-mail fofo dizendo que ficou impressionada com meu app e perguntando se eu estaria interessada em um Skype. Pensei: ah vou fazer o Skype para treinar, Ok, marquei o Skype. Primeiro Skype, muitas emoções (próximo post contarei detalhes). Depois apareceu mais uma família da Philadelphia. E mais uma de Boston, que eu dispensei sem nem conversar, não gostei. Com a de Philly marquei Skype, uma família ótima! 2 kids, localização boa, Au Pair falou muito bem deles (fiz Skype com ela também). Então chegamos a semana decisiva: fiz Skype com a family de MD e com a de Philly no começo da semana e ambas ficaram de me dar a resposta até o final da semana (OI? NÃO ESTAVA ESPERANDO ISSO haha, me assustei quando disseram. Mas OK, eu já estava torcendo por uma delas a essas alturas). E nessa semana o que mais acontece? Eu chego em casa a noite e meus pais estavam rindo muito, alguém ligou na minha casa falando em inglês! Minha mãe atendeu e como ela não fala inglês, começou a falar português misturado com alemão pra tentar explicar que eu não estava em casa e chegaria a noite. O que aconteceu deve ter sido algo assim:


 


HAHAHAHAHA. Pagava pra ter visto isso. Mas enfim, fiquei curiosa pra saber quem era. Achei que era a família de CT (que tinha combinado de ligar na sexta a noite, mas vai saber, achei que tinham decidido ligar na quarta mesmo). Às 21 horas o telefone toca e dessa vez eu atendo, do outro lado da linha uma ligação muito ruim e alguém: It’s Sabrrrrrine there? Gelei. Sim é a Sabrine. Oh ok, here is X (não vou falar nomes, não acho legal), mas era o host dad da Califa. Quase morri ali mesmo né. Ele fez várias perguntas e eu fui respondendo. Como estava nervosa falei super enrolado, gaguejava, esquecia palavras, uma loucura. Depois improvisei algumas perguntas e ele disse que mandaria a esposa ligar no dia seguinte. E ela ligou mesmo (mas mandou email avisando antes, ainda bem). Conversamos bastante, eu adorei ela! No fim ela explicou que eles costumam ligar para as meninas antes para fazer uma avaliação e depois eles marcam Skype, que ela entraria em contato então para marcar, já que eles tinham gostado de mim. Ok! A semana continuou passando. Na sexta de manhã recebi um e-mail pedindo Match (vou deixar em suspense qual família que mandou HAHAHAHA). Na sexta à noite recebi a ligação da família de CT, gostei bastante deles também. Na sexta também recebi o e-mail de outra família me dispensando. E então vocês podem imaginar como foi que dormi naquela sexta à noite né? Ou melhor, como não consegui dormir. Conversei com muitas meninas, pedi diferentes opiniões (agradeço aqui a todas, de verdade, ainda acho que uma das melhores coisas dessa vida de Au Pair são as pessoas que você conhece e se tornam suas amigas). Mas no fundo eu já sabia o que queria. É, o tal do feeling existe. Pra mim aconteceu e foi muito forte. CONTINUA NOS PRÓXIMOS POSTS, esse já tá muito grande! Beijinhos, Sá.

sábado, 10 de agosto de 2013

Meu vídeo app

E enquanto meu processo não anda e eu não fico online... chego a conclusão que os requisitos para ser Au Pair deveriam ser:

- Ter entre 18 e 26 anos;
- Sexo Feminino;
- Ser solteira e sem filhos;
- Conhecimento intermediário de inglês;
- Gostar de crianças;
- Ter 200 horas de experiências com crianças nos últimos 3 anos;
- Ter concluído o Ensino Médio;
- Carteira de motorista.
- TER UM SACO DE PACIÊNCIA.


Brincadeirinhas a parte, vou falar do meu vídeo. Nossa que desgraça fazer isso! Sinceramente, não foi legal, me odiei em cada segundo do vídeo, tive que reagravar umas 70 vezes. E isso que já fui gravando por partes! A parte com as kids foi fácil, já tinha alguns vídeos salvos, outros fui gravando, dessa parte eu gostei bastante. Eu fiz o vídeo o mais simples possível mesmo, assisti vários vídeos antes e fui tirando ideias. Mas enfim, assistam e tirem suas próprias conclusões! 



Beijos, Sá.
                                        

Resultado Itep + Inglês

Como já disse aqui, minha segunda visita a agência foi para entregar toda a documentação necessária do application e fazer o tão temido Itep! Nos grupos do facebook tem vários documentos que explicam como é o Itep, mas basicamente ele é dividido entre listening (alguns diálogos com perguntas sobre eles no final) e o speaking (duas perguntas que você grava a resposta). Eu achei o teste muito tranquilo. Me atrapalhei um pouco na hora do speaking apenas. 


Ai você responde mais ou menos assim!

E o inglês? 

Essa é uma pergunta constante nos grupos. Vou falar da minha experiência especificamente. Eu aprendi aquele inglês bem básico da escola, sabe? Todo ano a mesma coisa. My name is, my address is, etc. Mas já me deu a base. Fiz o Itep e tirei o Advanced (Low) Level (confesso que a primeira coisa que li foi o LOW e quase me desesperei achando que tinha sido o intermediate, que seria quase certeza que a ligação de Londres me aguardava). 

Certificado lindo!

Mas Sa, se você só aprendeu aquele inglês, como conseguiu se sair bem no teste? Eis meus segredinhos: 1. Eu sempre escutei músicas em inglês e, cantora que sou só que não, sempre quis cantar as músicas junto, e, claro, entender o que estava cantando. Por isso sempre utilizei o tradutor, via as traduções e estudava as letras das músicas que mais gostava, e cantava junto mesmo aloka (quando estava sozinha, lógico, minha voz é horrível pra cantar hahahaha)!  Ajudou bastante no speaking. Segredinho número 2, que eu considero o que mais fez diferença: as séries. Eu, linda e maravilhosa, sempre assistia as séries dubladas no SBT e achava tudo lindo. Até que um dia o SBT decidiu passar Grey’s Anatomy! Resultado: me apaixonei pela série, e como SBT sempre avacalha, terminou a primeira temporada e nem sinal de que ia voltar a passar, então fui procurar mais sobre nos grupos do agora falecido Orkut. E tcharã, achei links para DOWNLOAD dos episódios, COISA LINDA. Detalhe: todos em inglês. Ok, eu amo a série, vamos assistir legendado. E é ai que começa minha história de amor as séries, de Grey’s passei pra Gossip GIrl, 90210 e foi indo. Hoje em dia assisto/já assisti mais de 45 séries diferentes. TODAS legendadas, CLARO! E isso vale pra filme também, não consigo assistir mais nada que seja dublado. Acho horrível, me estresso muito, lógico né? Consigo perceber que perde todo o sentido da coisa! Mas enfim, gente, assistam séries. Tem pra todos os gostos e estilos, se você não achou uma que te agradasse até hoje é porque não procurou direito, garanto. Ajuda demais para ampliar vocabulário, pronúncia e até alguns hábitos de lá. E você vai aprendendo sem perceber que tá aprendendo, se divertindo (o que eu, como futura psicóloga, garanto: faz toda diferença!). Eu fui perceber que meu inglês estava bom no dia que uma das minhas séries teria um episódio BOMBÁSTICO e eu não aguentei esperar, fui assistir online mesmo, e consegui entender o episódio inteirinho (veja bem, entender não significa que entendi todas as palavras, mas fui entendendo pelas frases, pegando o contexto).  Abaixo coloco uma tabela de todas as séries que assisto ou já assisti.

 Além disso, eu costumo usar sites online como o Livemocha pra estudar às vezes bem de vez em quando mesmo, porque acho chato e dá muita preguiça, confesso. Para o Itep eu também usei o www.esl-lab.com, que ajudou principalmente com o listening. Eu também conversava em inglês com meu agora ex-namorado quando estávamos sozinhos. Se você tiver alguém pra ir conversando, AJUDA muito. Eu sempre me senti muito insegura porque nunca fiz nenhum curso de inglês especificamente. Sei que em gramática sou péssima, mas sinceramente essa parte deixarei pra aprender estudando lá, porque o que importa pra ir é saber se comunicar. Hoje me sinto um pouco melhor com o resultado do Itep, me senti muito feliz mesmo! E meninas que estão prestes a fazer o Itep (que é o que fiz, por isso posso opinar), ele não é esse bicho de sete cabeças que todos falam! Achei bem simples, a parte do speaking complica um pouco porque o tempo pra pensar é pouco e o pra responder é demais (minha opinião haha). Mas respirem fundo e confiem em si, que no fim dá tudo certo!


E é isso, assim que consegui aprender. E vocês? Como aprenderam? Estão seguras (os) com o inglês? 

Aquele em que escolhi a agência!

Não vou entrar aqui em assuntos como: Qual a melhor agência? Como escolher a agência? Comparativos e essas coisas já são assunto em vários blogs! Eu troquei e-mails com várias agências, pesquisei muito em vários blogs, sites das agências, sites de Au Pair, etc. Eu acho que a escolha da agência deve ser muito analisada de acordo com as necessidades de cada uma, reclamações e elogios todas tem (vide grupos do face)! No fim eu escolhi a Experimento porque senti o feeling, acho que para o que eu quero seria a melhor opção. Pra quem ainda não sabe, a Experimento é a única representante da Au Pair in America, mais conhecida como APIA. 




Como não moro, e sim me escondo aqui em Timbó - SC, a Experimento mais perto de mim fica em outro estado, então fui até Curitiba. Já vi no grupo meninas desesperadas sem ter agência por perto. Meninas, entrem em contato com as agências, muitas não tem agência física em alguns lugares, mas tem representantes! É o caso da Cultural Care, que tem representante em uma escola de idiomas em Itajaí - SC. Fica a dica! 

No meu caso preferi ir até a agência, até porque era fácil chegar até lá e não precisarei de mais do que 3 visitas a agência (me certifiquei disso por e-mails antes de ir até lá). Na primeira, fui com meus pais conhecer o programa, ou seja: eles conheceram mais sobre o programa, eu só fiquei ouvindo tudo que já sabia haha. Fechamos o contrato. A segunda visita foi para entregar a documentação e fazer o Itep (vou falar dele no próximo post). E a próxima vai ser só antes do embarque! O resto resolvemos tudo por e-mail e skype! Até agora não tenho do que reclamar, estou sendo muito bem atendida, meus e-mails são respondidos muito rápido, e consigo sanar todas as minhas dúvidas sem problemas :) Claro que tô no começo do processo (esperando pra ficar online), mas mesmo assim. Sei muito bem o que dizem, que a agência aqui vende o programa como se fosse mil maravilhas. Eu não percebi isso, a minha agente pelo menos deixou muito claro que o programa é de trabalho, em primeiro lugar. Eu to indo sabendo muito bem disso, não to imaginando que tudo vá ser um sonho perfeito-lindo-maravilhoso. Sei bem que cuidar de crianças nem sempre é fácil, exige paciência e dedicação. Por isso uma dica muito importante que dou é: tenham experiência antes de ir, sério. Você realmente vai precisar disso! E experiência mesmo, segurar o priminho no colo em uma festa de aniversário não é exatamente uma experiência, na minha opinião. Se você não gosta de cuidar de crianças, pensa 156425 antes de ir como Au Pair, as chances de você não aguentar ficar reclamando o tempo todo no grupo do face são muito altas!

No próximo post vou falar sobre o Itep e o inglês! :) 

Beijos, Sá.  





quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Aquele em que decidi ser Au Pair



Oi gente! Tudo bem? Sabrine, muito prazer :)

 Tenho 21 anos, quase 22! E decidi fazer um blog para contar da minha experiência nesse mundo aupariano, porque quero ter registros disso e porque sei o quanto os blogs podem ajudar as meninas (especialmente as iniciantes).

 Vou falar de como tomei a minha decisão de ser Au Pair: começou com uma colega da faculdade, ela falou que faria um intercâmbio e seria Au Pair. Na época achei legal e tudo mais, mas não fui muito a fundo pra saber de mais informações, porque sempre imaginei intercâmbios como algo extremamente caro e inacessível para mim.

#aupoorfeelings

 Alguns meses depois, vi no facebook dela fotos e vi que ela finalmente tinha conseguido! Achei muito legal, e decidi ir atrás dos requisitos que ela precisou para o programa e qual não foi minha surpresa quando percebi que eu me ENCAIXAVA na maior parte dos requisitos e o mais importante: conseguiria sim bancar o valor do programa.


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Me senti assim!


 A partir daí comecei a procurar mais informações em sites de agências, blogs, descobri os grupos do face e por ai foi. Comecei a discutir a ideia com meu namorado e minhas amigas. Falei disso com meus pais (a reação inicial foi terrível). Decidi que queria ser Au Pair assim que terminasse a faculdade e tornei esse meu projeto. Mas estava looonge ainda. Isso foi no começo de 2012 (!). Como meus pais não reagiram bem, parei de falar sobre isso em casa. Mas a ideia continuava firme na minha cabeça. Um lindo dia a Bruna fofa fez um post no grupão perguntando quem mais queria ser AP em 2014! E LÓGICO que, pela primeira vez, me manifestei no grupo. Foi ai que começou uma amizade linda entre meninas com um sonho distante. 

Pausa para agradecimento: Meninas, vocês foram cruciais no meu processo, agradeço muito por vocês existirem ♥ Quando não tinha mais ninguém pra conversar, vocês estavam lá, juntas sonhamos, imaginamos, planejamos e hoje estamos fazendo parte desse processo. OBRIGADA!

 Voltando ao assunto... como lidar com meus pais. Fui inserindo a ideia devagar de novo. Nunca bati de frente com eles, e sei que foi a melhor decisão, com o tempo eles foram percebendo que eu estava falando sério e começaram a ouvir o que eu tinha pra falar. Mas não foi fácil não viu? No começo tinha que ouvir coisas como: “não paguei tua faculdade pra você ir limpar a bunda de filho de gente rica”. É, sei de muitas meninas que passaram por situações semelhantes. Lógico que na hora chorei muito e fiquei mal (e por isso foi tão importante ter as meninas comigo!). Mas fui firme, toda vez que o futuro era tema de conversas, falava: quando eu estiver lá vou poder estudar isso, quando eu voltar de lá vou tentar emprego em tal empresa, essa menina voltou e tá trabalhando em tal local, fulana tá viajando pra Disney agora, também vou querer, achei mais meninas que querem ir na mesma época. SIM, fui muito ignorada. Mas ai começaram a vir aqueles olhares de interesse para a tela no notebook, e junto com isso a esperança. Até que um dia estava eu reclamando na mesa da cozinha sobre o quão difícil seria juntar a grana para o programa até dezembro, e que provavelmente teria que adiar um pouco... sabem o que minha mãe disse? “Nós te damos o intercâmbio como presente de formatura”. Qualquer um que passou por uma situação semelhante sabe a alegria que senti nesse momento.Sim, ganhar o programa de presente foi ótimo, mas não se compara a alegria de ter teus pais finalmente te apoiando! Então sim, acreditem que tudo pode dar certo e não desistam. E assim alguns meses depois iniciei o processo, mas isso é assunto para  o próximo post!

Beijinhos, Sá.