quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Aquele em que decidi ser Au Pair



Oi gente! Tudo bem? Sabrine, muito prazer :)

 Tenho 21 anos, quase 22! E decidi fazer um blog para contar da minha experiência nesse mundo aupariano, porque quero ter registros disso e porque sei o quanto os blogs podem ajudar as meninas (especialmente as iniciantes).

 Vou falar de como tomei a minha decisão de ser Au Pair: começou com uma colega da faculdade, ela falou que faria um intercâmbio e seria Au Pair. Na época achei legal e tudo mais, mas não fui muito a fundo pra saber de mais informações, porque sempre imaginei intercâmbios como algo extremamente caro e inacessível para mim.

#aupoorfeelings

 Alguns meses depois, vi no facebook dela fotos e vi que ela finalmente tinha conseguido! Achei muito legal, e decidi ir atrás dos requisitos que ela precisou para o programa e qual não foi minha surpresa quando percebi que eu me ENCAIXAVA na maior parte dos requisitos e o mais importante: conseguiria sim bancar o valor do programa.


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Me senti assim!


 A partir daí comecei a procurar mais informações em sites de agências, blogs, descobri os grupos do face e por ai foi. Comecei a discutir a ideia com meu namorado e minhas amigas. Falei disso com meus pais (a reação inicial foi terrível). Decidi que queria ser Au Pair assim que terminasse a faculdade e tornei esse meu projeto. Mas estava looonge ainda. Isso foi no começo de 2012 (!). Como meus pais não reagiram bem, parei de falar sobre isso em casa. Mas a ideia continuava firme na minha cabeça. Um lindo dia a Bruna fofa fez um post no grupão perguntando quem mais queria ser AP em 2014! E LÓGICO que, pela primeira vez, me manifestei no grupo. Foi ai que começou uma amizade linda entre meninas com um sonho distante. 

Pausa para agradecimento: Meninas, vocês foram cruciais no meu processo, agradeço muito por vocês existirem ♥ Quando não tinha mais ninguém pra conversar, vocês estavam lá, juntas sonhamos, imaginamos, planejamos e hoje estamos fazendo parte desse processo. OBRIGADA!

 Voltando ao assunto... como lidar com meus pais. Fui inserindo a ideia devagar de novo. Nunca bati de frente com eles, e sei que foi a melhor decisão, com o tempo eles foram percebendo que eu estava falando sério e começaram a ouvir o que eu tinha pra falar. Mas não foi fácil não viu? No começo tinha que ouvir coisas como: “não paguei tua faculdade pra você ir limpar a bunda de filho de gente rica”. É, sei de muitas meninas que passaram por situações semelhantes. Lógico que na hora chorei muito e fiquei mal (e por isso foi tão importante ter as meninas comigo!). Mas fui firme, toda vez que o futuro era tema de conversas, falava: quando eu estiver lá vou poder estudar isso, quando eu voltar de lá vou tentar emprego em tal empresa, essa menina voltou e tá trabalhando em tal local, fulana tá viajando pra Disney agora, também vou querer, achei mais meninas que querem ir na mesma época. SIM, fui muito ignorada. Mas ai começaram a vir aqueles olhares de interesse para a tela no notebook, e junto com isso a esperança. Até que um dia estava eu reclamando na mesa da cozinha sobre o quão difícil seria juntar a grana para o programa até dezembro, e que provavelmente teria que adiar um pouco... sabem o que minha mãe disse? “Nós te damos o intercâmbio como presente de formatura”. Qualquer um que passou por uma situação semelhante sabe a alegria que senti nesse momento.Sim, ganhar o programa de presente foi ótimo, mas não se compara a alegria de ter teus pais finalmente te apoiando! Então sim, acreditem que tudo pode dar certo e não desistam. E assim alguns meses depois iniciei o processo, mas isso é assunto para  o próximo post!

Beijinhos, Sá.

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